
Todos os dias, de manhã, ao passar aquelas portas, penso que sou eu que vou partir.
Todos os dias, de manhã, quando ainda cheira a rio, eles estão lá, de mochilas às costas, e vão partir.
Eu fico.
E penso em partir, com a malta do Antro, todos juntos a atravessar a ferrovia, para um festival qualquer, para uma Europa qualquer.
Santa Apolónia deprime-me, de manhã.